Autor Tópico: As distribuições Linux brasileiras em atividade - Guia do Hardware - 21/3/2011  (Lida 12120 vezes)

Offline MacXi

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Pessoal,

Vi dois sites interessantes sobre distribuições linux:

--> Um deles o o site "Distribuições Linux", de João Pessoa - Paraiba[/url], é um site que "vende" mídias de várias distros. É interessante porque faz o que o Morimoto fazia no site GuiadoHardware com dezenas de distribuições, vendia as mídias e enviava pelo correio para quem quisesse. Eu mesmo comprei um CD c/ Kurumin 5  no site "Guia do Hardware", anos atrás. (ver tb site "Achei Linux", do Giovani Dias)

Gostei do site, apesar de um pouco desatualizado, pois não avisa que o Kurumin foi descontinuado, parece um site parado há 1 ou 2 anos e tem um perfil muito comercial, mas é bom porque disponibiliza várias informações sobre muitas distros, de forma muito organizada.


-> O outro interessante é um texto "As distribuições Linux brasileiras em atividade" ,  de Paulo Giovanni Pereira (do site "Guia do Hardware", de 21/3/2011), que comenta sobre as distros brasileira ainda sendo mantidas atualmente.

Paulo Giovanni Pereira dividiu as distribuições brasileiras em 3 blocos

  • 1 - As desenvolvidas e mantidas pela comunidade.
    2 - As desenvolvidas e mantidas por empresas privadas
    3 - As distribuições Linux mantidas por entidades públicas



I  -  As desenvolvidas e mantidas pela comunidade.




II  -  As desenvolvidas e mantidas por empresas privadas -  prestação de serviço de assistência e manutenção, principalmente em programas do governo para o barateamento de computadores.





III   -   As distribuições Linux mantidas por entidades públicas  - atende necessidades de governos estaduais, municipais, e órgãos de educação:

  • 1 - Desktop Paraná   - Estado do Paraná   --->     (Derivado do Debian)

    2 -  Debian Libertas   - Município de Belo Horizonte    --->      (Derivado do Debian)

    3 -   Linux Educacional   -  Do MEC/UFPR-ProInfo - Nacional/Gov Federal   --->    Software Públicos e UFPR-LE  - (Derivado do Kubuntu)

    4 - Pandorga - Nacional/Gov Federal  -  distribuição para crianças, pré-adolescentes (ensino infantil e fundamental) --->    Software Publico  e  Cachoeirinha-RS/2006/ - (Derivado do Debian)

    5 - Vix Linux -  Prefeitura Municipal de Vitória - Espirito Santo, utilizado nas escolas municipais    ---> (Vix foi desenvolvido pela FluxSoftwares,  com base no ProLinux, que é derivado do Debian).



Outros tópicos aqui no Fórum sobre mesmo assunto:

 --> Tópico: Várias Distribuições Brasileiras... pra conhecer e testar!
 --> Tópico:   "Prioridade para software livre na administração pública" -->  lista os software públicos Software Público"  





Comentários que faço:


a) A maioria das distros acima listadas, principalmente as distros desenvolvidas por entidades públicas, são derivadas ou do Debian ou do Ubuntu/Kubuntu.


b) Eu destaco algumas distros de cada um destes 3 grupos:

               --->  das distros comunitárias, destaca-se  -->  a Poseidon Linux/FURG (derivada do Ubuntu), que é apoiada pela FURG e já está sendo adotada por várias universidades brasileiras, inclusive estrangeiras  (interessante a equipe do Poseidon Linux é  bem multidisciplinar);

               ---> das distros comerciais destacam-se -->  a Librix da Itautec/Unicamp (baseada no Gentoo ), apoiado pela Unicamp e a  
                                                                     -->  Prolinux, baseada no Debian, base para o Vix Linux de Vitória-ES

               ---> das distros apoiadas por entidades públicas, se destaca --> o Linux Educacional/MEC/UFPR (derivada do Kubuntu), que tem apoio do MEC/UFPR.



c) Importante ver que há cinco distros sendo desenvolvidas por entidades públicas:

  - Desktop Paraná - Paraná  - Debian
  - Libertas - Mina Gerais    - Debian
  - Vix Linux - Espirito Santo    - Debian
  - Pandorga - Nacional/Gov Federal   - Debian  
  - Linux Educacional/MEC/UFPR/ Nacional/Gov Federal - Parana  -  - Kubuntu.

        Observar que duas destas distros sendo desenvolvidas no Paraná, o Linux Educacional e o Desktop Paraná,  justamente onde a Mandriva tem sua sede.



d) Outra curiosidade é o formato comercial de algumas distros linus desenvolvidas por empresas, que "vendem" a distro e não facilitam a disponibilização do download gratuito ou dizem que a distro é 100% brasileira, o que é um contra-senso em se tratando de linux desenvolvido internacionalmente.  

- Ainda não achei link  para download das distros comerciais: "Dual OS", "Librix", "ProLinux". A "Fenix" só se for feito login, nem tentei.



e) o autor do texto Paulo Giovanni Pereira, comenta que algumas comunitárias tem apenas um desenvolvedor principal e outros comentários ao texto dele mencionam que, das varias das distros listadas, algumas podem já estar descontinuada.



f)  a rede de apoio voluntário e financiamento é fundamental para a distro sobreviver, por isso as distro comunitárias tem mais facilidade de ser descontinuada.  Os melhores apoiadores são as universidades públicas e poderes públicos como Prefeituras, Gov estaduais e federal etc.  Até a Librix, da Itautec, tem um apoio na Unicamp.



g) infelizmente, pelo que vi, com exceção da Ekaaty/Fedora, nenhuma das distros listadas  é derivada de distros RPM/KDE  como a Madriva/Suse/Fedora. Acredito  que se fossem adotadas poderiam realmente impressionar e agradar muitos usuários.

Acho que isso não acontece justamente pelo perfil de desenvolvimento comunitário do Debian que atrai muito as universidades e órgãos públicos, já que o perfil comercial  das distro Mandriva/Suse/Fedora afasta as entidades públicas.

 - Na minha opinião, a grande preocupação das entidades públicas que desejam adotar/implantar o software livre no serviço público é não ficar refém de um (ou poucos) fornecedor (es) de suporte, por isso o Debian, por seu perfil comunitário, e suas mais de 120 distros derivadas, que incluem o Ubuntu/Kubuntu,  são as distros mais adotadas.  

 -  Espero que esta realidade mude se a Mageia conseguir se consolidar. Penso que a longo prazo, se houver a opção pela distro Mageia/RPM/KDE, isso  pode até ajudar a justificar/viabilizar contratos públicos com as três grandes: Mandriva/Suse/Fedora, de preferência a Mandriva, que é base da Mageia.



 - Será que não seria bom se a Mandriva criasse algum vínculo com as universidades do Paraná, principalmente a UFPR?


 -  Se não fez quanto a Mandriva estava mais na França, porque não tentar fazer agora?


 - Será que isto não seria um caminho para viabilizar outros projetos com o poder publico, como parece ser o objetivo da nova direção da Mandriva?


 - Sobre isso, lembro que o Linux Educacional, do Governo Federal, está sendo desenvolvido em parceria com a UFPR, que já está disponibilizando a versão LE 4.0. O Gov Federal, no  site do Proinf, ainda está disponibilizando a versão LE 3.0.



 - Porque a Mandriva não propõe um  contrato Mandriva/UFPR para desenvolver o Linux Educacional  versão 5.0 com base na Mandriva 2011?



 - A Mandriva está com uma distro atualizada e isso seria excelente, inclusive para a UFPR e seus alunos.  Se desse certo, poderia ser adotado em todo o Brasil, porque, é obvio, seria uma excelente distro.
 
 
   Bom dia a todos!    :D
  
 
« Última modificação: 09 de Abril de 2011, 16:39 por MacXi »

idneysilva

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ótimo tópico macxi, parabéns

mas só uma errata, o ekaaty é baseado no fedora.

abraços

Offline MacXi

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ótimo tópico macxi, parabéns
mas só uma errata, o ekaaty é baseado no fedora.
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Idneysilva,

Tem razão, já corrigi.

O site oficial  Ekaaty diz que é Fedora:

  • Histórico  - O Ekaaty surgiu da iniciativa dos administradores da Comunidade Fedora Brasil (antigo Projeto Fedora Minas) de se criar um repositório de pacotes otimizados para o Fedora.

Segui a matéria do Guia do Hardware "As distribuições Linux brasileiras em atividade" que diz que é Debian.

Valeu a correção. Bom saber. Sem essa sua correção não teria nenhuma outra distro derivada RPM/KDE na lista. Então tem, isso é mais uma opção de comunidade e de técnicos com experiência nestas distros.

Bom dia!   :D


Obs1: Pelo menos a equipe do Ekaaty tem 5 responsáveis técnicos ou mais, diferente da Big, da  Metamorfose e da Epidemic, que parecem te só um "carregador de piano" cada.

Obs2: O curioso é que parece que o Ekaaty não tem Fórum (de discussão) nem Wiki  (de documentação).  

Obs3: outra curiosidade é que o Ekaaty tem apoio da Faculdade particular  "Area1", de Engenharia, de Salvador, Bahia. Segundo o site: "A Area1 é atualmente a maior parceira da distribuição, ja que alunos da faculdade fazem parte diretamente do desenvolvimento, suporte, documentação e etc".  Apenas para registrar que mais uma distro com apoio de uma instituição de ensino. A novidade é que essa é particular, diferente das anteriores que são todas públicas.
 
« Última modificação: 03 de Abril de 2011, 12:04 por MacXi »

idneysilva

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o ekaaty parece muito bom, qualquer dia eu testo, pena que não tem gnome  :-\


Offline MacXi

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o ekaaty parece muito bom, qualquer dia eu testo, pena que não tem gnome  :-\

IdneySilva,

Também pensei nisso, em dar uma olhada. Mas parece que a versão 4 do Ekaaty (diz o site que foi atualizado: 26 abril 2010 ) é baseada no Fedora 11, enquanto já foi lançado este ano o Fedora 14

Na nota da versão 4, há registro de erro nas atualizações automáticas. A equipe do Ekaaty adotou o KDE SC 4.3.4, dando incompatibilidade. Parece que não foi corrigido ainda.

  • 5.4 - Atualizações do sistema não são notificadas

    O gestor de atualizações do Ekaaty utilizava-se de um applet chamado ksmarttray para notificar ao usuário que novas atualizações estavam disponíveis para download e instalação. Com a migração da interface base do Ekaaty para o KDE SC 4.3.4, esse applet precisa ser reescrito e portado para o toolkit Qt4. Enquanto isso não ocorre, essas notificações estão desabilitadas e as atualizações principais sairão como 'release-updates' do Ekaaty disponíveis na seção de download desse site.

O desafio de manter uma distro em dia é pesado, é difícil acompanhar o ritmo do mercado se não tiver um compromisso profissional. Quem não depende desse trampo para sobreviver acaba sempre fazendo quando tem tempo e no compromisso de trabalho, em uma empresa, os prazos são mais apertados.

Bom dia!  :D

« Última modificação: 03 de Abril de 2011, 12:29 por MacXi »

Offline kuruka

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 :)
Mais um excelente tópico do MacXI. Digno de ser colocado no blog ou fixado. Parabéns!
abraços.
 8)

Offline N@ldo

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Olá pessoal!!!

Não li o tópico "mestre" por todo, passei os olhos e vi algo que já manifestei várias vezes!!!

A questão do Linux no Paraná, é que o Governo paranaense em algum momento tomou que sendo o "Estado" e que havia o Linux livre então não há necessidade de pagar a M$ (Windows), então passou a utilizar Linux. Este é desenvolvido pela Tecpar, empresa do Governo que gerencia muita coisa, dentre elas a fiscalização dos medidores de energia da Copel. Como alguns sabem,  (fugindo do assunto um pouquinho) se não estou enganado em  Ponta-Grossa, a Internet é por energia elétrica (isso é explicado no Clube do Hardware).

Outra questão, diz respeito ao contato dos estudantes, por isso Linux!

Quanto ao Fenix, para quem lembra, a Positivo a uns 10 anos era apenas um cursinho pré-vestibular. Com a invasão das Faculdades "Particulares" (R$700,00 a R$900,00 por mês não é pra qualquer um) ela explodiu e hoje tem mais de dois mil funcionários na produção de computadores (montagem, instalação e tudo mais), apropósito a parte do curso da Faculdade de Ciência e Engenharia da computação é próxima da minha casa. A questão do Fênix, surgiu devido ao programa do governo Computador para Todos. Por isso não há como fazer download!!!

Quanto a parte do Kurumin e Marimoto ao vender mídias, lembro que a banda larga hoje é mais acessível, mas a uns 5 anos era algo extratosférico em questão de valor! Por isso não condeno, o Marimoto até colocava no site que o custo era o da mídia junto a sua gravação! Tanto é que meu primeiro contato com o .rpm foi devido ao Conectiva que adquiri atravéz do site!

Enfim, as informações estão ai! Espero ter contribuído de alguma forma!

Att. N@ldo!!!
Mandriva 2010.1_x86_64_Free (Gnome) - Windows XP - Educação é Fundamental!
PS: Sempre que o post ajudou ou foi resolvido, edite o 1º para "Resolvido". Assim saberemos o quanto fomos úteis! Obrigado!

Offline MacXi

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Olá pessoal!!!
(...)
Quanto a parte do Kurumin e Marimoto ao vender mídias, lembro que a banda larga hoje é mais acessível, mas a uns 5 anos era algo extratosférico em questão de valor! Por isso não condeno, o Marimoto até colocava no site que o custo era o da mídia junto a sua gravação! Tanto é que meu primeiro contato com o .rpm foi devido ao Conectiva que adquiri atravéz do site!
Enfim, as informações estão ai! Espero ter contribuído de alguma forma!
Att. N@ldo!!!

N@ldo,

Eu gostei site site "Distribuições Linux", de João Pessoa-Paraiba, apesar de um  pouco desatualizado e com um perfil muito comercial, mas é muito organizado e disponibiliza informações boas sobre muitas distros, acho isso muito show.

Mencionei Morimoto como uma boa lembrança, porque realmente ele também disponibilizava cópia das distros e cobrava só a mídia e o frete e concordo com vc, há alguns anos não tinha tanta banda larga, eu mesmo comprei uma versão do Kurumin com o pessoal do guia do hardware, tempos atrás.

Bom dia!  :D

Offline MacXi

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Pessoal,

O resumo sobre esse tópico:

1) São poucas as distros comunitárias que se mantem sem o apoio de uma instituição pública ou privada.

2) algumas das distros desenvolvidas por empresas (ex. Dual OS e Fenix) parecem tentar adotar o modelo proprietário de negócios. (apesar das regras do programa Computador Para Todos - "a.8 ) Software livre de código aberto, com permissão de uso, estudo, alteração, execução e distribuição;")

3) As distros Debian e derivada Ubuntu/Kubuntu, são amplamente usadas no Brasil tanto por entidades públicas como privadas (Ex: Serpro que até 2008 usava a dobrabinha Fedora Core/Red Hat  em vários servidores, tb trocou para Debian - ver blog e ver tb o site)

4) Alguns governos municipais, estaduais e o  federal tem tentado criar opções de uso do Linux e a opção principal tb tem sido o Debian e derivados Ubuntu/Kubuntu.

5) As instituições de ensino, publicas ou privadas, parece que tem sido grandes apoiadoras e parceiras no desenvolvimento do software livre, apoiando com mais liberdade outras distros, como a Gentoo pela Unicamp/Itautec e a Ekaaty pela Area1/Salvador-BA.


A pergunta que faço é: não seria um bom caminho a  Mandriva/Conectiva se vincular a algum projeto de pesquisa com alguma Universidade, como a UFPR?

« Última modificação: 05 de Abril de 2011, 14:50 por MacXi »

monstro

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Acho que ao invés de várias distros nacionais, deveria investir no desenvolvimento de uma única distro que atendesse as necessidades dos usuários brasileiros.

Offline MacXi

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Re:As distribuições Linux brasileiras em atividade - Guia do Hardware - 21/3/2011
« Resposta #10 Online: 04 de Abril de 2011, 10:00 »
Acho que ao invés de várias distros nacionais, deveria investir no desenvolvimento de uma única distro que atendesse as necessidades dos usuários brasileiros.

Monstro,

A Índia e da Rússia estão tentando fazer uma distro nacional.

No Brasil ainda não há uma diretriz para isso, apesar das tentativas (ver tópico).

Algumas iniciativas ajudam, como por exemplo a criação do "SOFTWARE PÚBLICO", pelo Governo Federal, que estimula a criação e desenvolvimento de softwares livres.

O "software público" usa a lógica de desenvolvimento e o modelo de negócio do software livre, ou seja, acho que é como uma incubadora de empresa, o Governo apoia a criação de softwares-livres para uso no serviço público, ajuda a divulgar o software-livre e as empresas podem vender serviços associados a ele.  Se for software bom as entidades governamentais vão adotar.


Mas mesmo que criada uma distro nacional pelo Governo Federal, ela não poderia ser imposta, seria uma opção, por isso, o importante é dar apoio e  criar diretrizes e critérios para desenvolvimento de distros linux para uso por entidades pública ou privadas.


Como o "Software Público" está dando certo, pode ser que seja o primeiro passo p/ se adotar o mesmo modelo para apoio ao desenvolvimento de uma ou mais distros. Esse modelo poderia ser usado para o desenvolvimento das distros "Linux Educacional" e a "Pandorga Linux", com a participação da comunidade no desenvolvimento, com fórum, wiki, bugzilla, etc.  

Sobre o Portal do Software Público Brasileiro (SPB):

  • Brasília, 25/3/2011 - (...)

     100 mil - Criado em 2007, o portal do SPB já conta com 49 soluções voltadas a diversos setores. Neste mês, o sistema registrou a marca de 100 mil usuários cadastrados em todo o país e que se beneficiam dos programas. Os serviços disponíveis são acessados até por empresas de outros países, como Argentina, Portugal, Chile e Paraguai.

    Para a SLTI, o portal já se consolidou como um ambiente de compartilhamento de softwares. Isso resulta em uma gestão de recursos e gastos de informática mais racionalizada, ampliação de parcerias e reforço da política de software livre no setor público.

    Entre os programas mais usados pela comunidade virtual estão o Coletor Automático de Informações Computacionais (Cacic), que verifica informações sobre hardware e software nos computadores, o Ginga (soluções para TV Digital Brasileira), além de sistemas de gestão para municípios e programas na área da saúde, educação, meio ambiente e gerenciamento de contratos.

     (fonte Portal Software Público e site do Ministério do Planejamento)
.
 
« Última modificação: 04 de Abril de 2011, 12:13 por MacXi »

idneysilva

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Re:As distribuições Linux brasileiras em atividade - Guia do Hardware - 21/3/2011
« Resposta #11 Online: 04 de Abril de 2011, 15:19 »
na verdade as distros nacionais são, em maioria, caça níqueis formados de olho na grana do programa Computador para Todos, se não me engano, cada máquina rende 30 reais para o fornecedor do sistema, e ele só tem que disponibilizar os aplicativos listados no programa para receber a verba, além de prestar suporte ao usuário, sem nenhum outro critério de qualidade.

A parte de prestar suporte acabou afastando as distros mais conhecidas e que ainda estão longe de ter condições de manter uma central de atendimento no país.

Na verdade, uma distro de má qualidade espanta os usuários e isso é até bom para a empresa, usuários migrando para o windows pirata corta custos do suporte que não será usado...

Offline MacXi

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Re:As distribuições Linux brasileiras em atividade - Guia do Hardware - 21/3/2011
« Resposta #12 Online: 05 de Abril de 2011, 11:26 »
na verdade as distros nacionais são, em maioria, caça níqueis formados de olho na grana do programa Computador para Todos, se não me engano, cada máquina rende 30 reais para o fornecedor do sistema, e ele só tem que disponibilizar os aplicativos listados no programa para receber a verba, além de prestar suporte ao usuário, sem nenhum outro critério de qualidade.
A parte de prestar suporte acabou afastando as distros mais conhecidas e que ainda estão longe de ter condições de manter uma central de atendimento no país.
Na verdade, uma distro de má qualidade espanta os usuários e isso é até bom para a empresa, usuários migrando para o windows pirata corta custos do suporte que não será usado...

Idneysilva,

Concordo com que vc disse:

  • "Na verdade, uma distro de má qualidade espanta os usuários e isso é até bom para a empresa, usuários migrando para o windows pirata corta custos do suporte que não será usado..."

Essas empresas não dependem do consumidor, do usuário, por isso, melhor é se ele não solicitar o suporte, menos despesas.

Eu já vi dois destas distros, uma máquina com Insigne Linux e ou outro com Fenix, ambos muito desatualizados. Pensei até em verificar como funcionava o suporte, mas desisti. Instalei logo o último Mandriva, ficou show.

Mas não concordo com a sua generalização, "que as distros nacionais são, em maioria, caça níqueis formados de olho na grana do programa Computador para Todos".

Não sei se são maioria, acho que tem de tudo, inclusive estas distros "caça níqueis", mas acho que há muita coisa boa também.



__________________

A impressão que tenho é que a primeira metade desta década foram anos mágicos de distros feitas na raça, com muita vontade e pouca grana. Acho que esse tempo acabou.

 O Kurumim foi um exemplo, lançado acho que em 2003, foi descontinuado em 2008.

Inclusive colo aqui a recomendação do Morimoto sobre a "continuidade" do Kurumin:

  • Entre março de 2008 e janeiro de 2009 foi feita uma desastrada tentativa de continuação por parte do Leandro Soares, que acabou ridicularizando o nome do projeto. Devido a isso, novas propostas de continuidade passaram a ser polidamente rejeitadas. Com o encerramento do projeto, recomendamos o uso do Debian Lenny e de outras distribuições bem estabelecidas, como o Ubuntu, o Kubuntu e o Mandriva.


Varias distros "caseiras" com poucos desenvolvedores como as listadas no texto incial deste topico, a Big, a Epidemic e a Metamorfose, assim como a Kurumin, a Kurumin NG e muitas outras, vão sendo descontinuadas por falta de apoio, falta de grana e tudo mais.

Hoje, diferente alguns anos, tem muita grana sendo investida em linux e software livre, mas de maneira profissional, por isso, estrutura voluntárias parecem ser difíceis de manter frente às estruturas empresariais ou vinculadas a entidades públicas.

Não acho isso ruim, ao contrário, é muito mais profissional e mais real. O linux já está sendo uma opção de mercado, por isso passa a ser uma opção de trabalho também. Há alguns anos era uma aventura estudar linux, hoje já não é tanto, pois há muita opção de trabalho.

Obs: não sou contra as distro pequenas, ao contrário, o linux é isso, liberdade, diversidade e criatividade. Quem quiser, é livre p/ fazer, apenas acho que hoje é difícil fazer e manter uma distro sem apoio, pois o desenvolvimento das grandes distros é muito rápido, não tem como acompanhar.  Fiquei curioso em conhecer a EKaaty Lunux, é RPM/KDE, derivada do Fedora. Pesquisei um pouco e vi que tá um ano sem atualizações e sem correções de bugs essenciais como a atualização automática, aí fica difícil.
« Última modificação: 05 de Abril de 2011, 13:14 por MacXi »

idneysilva

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Re:As distribuições Linux brasileiras em atividade - Guia do Hardware - 21/3/2011
« Resposta #13 Online: 05 de Abril de 2011, 13:54 »
macxi

eu generalizaria se dissesse que todas são caça níqueis, mas surgiram muitas, muitas mesmo, distribuições sem nenhuma qualidade, apenas para equipar os pcs do computador para todos e faturar uma grrninha.

mas é claro que temos bons projetos

Offline MacXi

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Re:As distribuições Linux brasileiras em atividade - Guia do Hardware - 21/3/2011
« Resposta #14 Online: 05 de Abril de 2011, 14:35 »
macxi
eu generalizaria se dissesse que todas são caça níqueis, mas surgiram muitas, muitas mesmo, distribuições sem nenhuma qualidade, apenas para equipar os pcs do computador para todos e faturar uma grrninha.
mas é claro que temos bons projetos

Idneysilva,

Concordo c/ vc. Apenas não sei se haveriam hoje, ativas, mais distros mantidas aqui no Brasil, do que as listadas pelo site do Guia do Hardware, ou seja:

    * 11  distros  mantidas pela comunidade.
       07  distros mantidas por empresas privadas  (Projeto Computador para Todos) - (Credenciados) (só alguns criaram distro)
       05  distros  mantidas por entidades públicas

Obviamente q há aqui no Brasil desenvolvedores e mantenedores de várias distros internacionais, como a Mandriva, Debian, Ubuntu, Fedora, e outras menores como PCLinxOS, Aptosid (do Kuruka), e várias outras.
 
« Última modificação: 05 de Abril de 2011, 14:43 por MacXi »