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Autor Tópico: Mandriva/Mageia-KDE, no Linux Educacional 5.0 do MEC PROINFO/FNDE  (Lida 3330 vezes)
MacXi
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« Responder #15 : 13 de Junho de 2012, 12:10 »

Aqui tem uma noticia com o Intel Classmate rodando Mandriva.
http://www.hardware.com.br/analises/intel-classmate-parte2/pagina6.html

Sim,  bem interessante, apesar de ser meio desatualizado, de 2007:

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Peter Parker
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« Responder #16 : 13 de Junho de 2012, 15:03 »

Esse é o Mandriva Mini, nunca surgiu a imagem pra download.
Existe uma versão parecida feita pelo MUD, mas é baseado no 2009.1, é o Mandriva Netbook Remix. Muito bom, pena que antigo e sem atualizações importantes. Ficou nota 10 num eeePC.
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MacXi
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« Responder #17 : 20 de Junho de 2012, 14:01 »

Olá,

Voltando a discussão sobre o Linux Educacional 5.0, tenho procurado notícias, mas quase não tem nada na Internet.

Vi que o fórum do UFPR/C3SL/Linux Educacional 4.0  está funcionando. Os fóruns antigos, do LE 1.0, 2.0 e 3.0 (no forum do software público  e no forum do Professor)  parece que estão parados.

Mas não achei o bugzilla do Linux Educacional, anunciado que está no site bugzilla.c3sl.ufpr.br, mas que não consegui acessar.


Ainda tô procurando responder as seguintes perguntas:

  • 1 - se há cronograma de lançamento do Línux Educacional 5.0?

    2 - se a UFPR/C3SL vai continuar coordenado o desenvolvimento do Projeto Linux Educacional 5.0  com verbas próprias da UFPR? É um projeto autônomo?  Ou ainda depende de recursos do Governo Federal para ser implementado?

    3 - Se o LE 5.0  depende de verbas, será que estas verbas já estão asseguradas?

    4 - Se as mudanças recentes na relação entre Ubuntu e Kubuntu (ver aqui e aqui) alteram alguma para o projeto do LE 5.0 da UFPR/C3SL?

    5 - Se algumas mudanças técnicas feitas no Kubuntu 12.04 (ver aqui) são significativas para o LE 5.0?

    6 - Se há alguma dúvida ou questionamento sobre o uso do kubuntu como base para o LE 5.0  (conhecido como o maior projeto de implantação de linux do mundo)

Esclarecer essas questões ajuda na discussão  da proposta deste tópico. Como não achei respostas para essas questões, abro aqui para ver se alguém tem alguma sugestão.

  • Obs-1:  também abri discussão no fórum Mageia e no Fórum MageiaBr, com o objetivo de propor que a versão Mageia 3, que será lançada em 2013  seja LTS., justamente com a finalidade de viabilizar um possível uso da Mageia 3 em um projeto como este, do Linux Educacional.  

  • Obs-2: apenas para relembrar, estou discutindo um possível uso do  "Mageia 3" como base do LE 5.0, porque, como já havia comentado no ano passado,  considero que as entidades públicas no Brasil (universidades, prefeituras, gov. federal etc) tem optado por usar "Debian" ou derivados deb, por ser projeto comunitário e por ser estável. O Serpro, do gov federal  usou fedora (comunitário) até pouco tempo (e não o RedHat-comercial). Agora o Serpro usa Ubuntu, derivado do Debian.

  • Obs-3: A Mandriva 2011 inovou bastante e tem muitas qualidades, e a Mandriva 2012 poderá ser uma excelente distro, mas o perfil comercial e instável da Mandriva dificulta sua adoção por projetos como esse.  O fato da Mandriva estar buscando criar uma entidade sem fins econômicos para desenvolver a Mandriva ajuda, mas ainda está no começo, com muitas aspectos que ainda não foram definidos, tudo vai depender da continuidade do projeto no tempo, ou seja, demora construir confiança no novo modelo.  Além do mais, a propria Mandriva já anunciou que considera usar  a Mageia em alguns de seus produtos. Por isso, considerei propor que a Conectiva faça parceria com a UFPR-C3SL, pois conheçe muito sobre a Mageia, que é uma versão quase idêntica a Mandriva 2010.1, com  atualizações, além da Conectiva ter sede em Curitiba, a mesma cidade da UFPR.

  • Obs-4: Até o Kubuntu está avaliando a criação de uma entidade sem fins econômicos (ver noticia de maio/2012, aqui, no 10º parágrafo), assim como é o modelo de desenvolvimento do Debian há vários anos, que a Mageia adotou em 2010 e a Mandriva está planejando fazer este ano.
« Última modificação: 21 de Junho de 2012, 11:49 por MacXi » Registrado

MacXi
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« Responder #18 : 24 de Junho de 2012, 10:40 »

Pessoal,

Continuando minha pesquisa sobre LE na internet, não consigo achar nada sobre o LE 5.0 que é o futuro, mas achei sobre o passado do LE.  Achei um texto de 2006, que o Manoel Pinho enviou para o Br-Linux, e colo aqui antes que seja apagado dos arquivos deles.

O texto diz que em 2006, o linux educacional do MEC foi baseado no Muriqui:

  • Br-Linux - em 02/05/2006 23:33  -  Muriqui Linux será base para Linux Educacional do MEC [/b]- 'Através de parceria entre o Instituto Doctum, MEC e UFOP até o fim do ano o sistema operacional Muriqui Linux, base para o desenvolvimento do Linux Educacional, será instalado em mais de 100 mil novos computadores das escolas públicas do País. No último dia 24, em reunião realizada em Ouro Preto, consolidou-se oficialmente a parceria entre o Instituto Doctum de Educação e Tecnologia, através do centro de tecnologia DoctumTec, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), para o desenvolvimento da distribuição Linux educacional das escolas públicas do País.

    O sistema operacional Muriqui Linux 1.4, versão apresentada ao governo federal no mês de janeiro, com exclusividade, foi o escolhido pelo MEC, após consenso com equipe de especialistas da UFOP, para compor mais de 100 mil máquinas que serão distribuídas em escolas públicas do País. A distro teve melhor desempenho em testes realizados e consagrou-se pela qualidade técnica, conteúdo didático para usuários, facilidade de instalação e manuseio, assim como pelos diferenciais competitivos reconhecidos pelo projeto pioneiro das Aulas Multimídia.' O site da distribuição é http://www.muriquilinux.com.br/ ” A nota foi enviada por Manoel Pinho (pinhoΘuninet·com·br), que acrescentou este link da fonte para maiores detalhes.

A sequência de Linux Educacional de 2006 até 2012:

  • LE 00 - 2006 - Debian/Muriqui - KDE ??,      BrOffice.org ??,              -  MEC/Instituto Docum/UFOP
    LE 1.0 - 2007 Debian ?             KDE 3.5,    BrOffice.org 2.0,                -  MEC/CETE -PROINF-FNDE
    LE 2.0 - 2008 Debian 4.0 etch - KDE 3.5.5,  BrOffice.org 2.0.4,             -  MEC/CETE -PROINF-FNDE
    LE 3.0 - 2009 Kubuntu  8.04      KDE 3.5.9,  BrOffice.org ?.?.?, LiveCD    - MEC/CETE -PROINF-FNDE
    LE 4.0 - 2010 Kubuntu 10.04     KDE 4.4.5   LibreOffice  3.2    LiveCD -  MEC/SEED -PROINF-FNDE - UFPR/C3LE


Interessante é o fato do MEC adotar o Muriqui como base para o Linux Educacional não evitou que o Muriqui fosse descontinuado. Segundo o distrowatch, a ultima versão foi a Muriqui 1.4, de 2006.  Em 2007 parece (ainda não tenho certeza) que o MEC usou o Debian como base do LE e Muriqui foi descontinuado (ver sobre na wikipedia e nos manuais dos LE/MEC).

Verificando também o Kubuntu, que é base do linux educacional desde 2009, distribuido com milhares de computadores instalados nas escolas brasileiras (o maior projeto linux do mundo) e isso parece que isso não aumentou a comunidade brasileira de usuários de Kubuntu. Procurei e não achei o que seria natural, um site do Kubuntu-Br (http://www.kubuntu.com.br/ está desativado). A wikipedia-kubuntu não dá nenhum link a mais. Achei dois blogs pessoais, um do Felipe Pessoa (KubuntuBrasil) e outro do Tiago Hillebrandt, o Ubuntubrsc, que trata do Kubuntu também. Mas o site mais importante está em inglês, www.kubuntu.org e o Forum Kubuntu, e quem precisar tirar mais alguma dúvida, tem que ir no fórum do Ubuntu (cujo ambiente gráfico é o Unit, totalmente diferente do KDE, do kubuntu).

Isso só mostra (pelo menos é o que parece) que a adoção de uma distro para ser base  do Linux Educacional pelo MEC, não  tem ajudado diretamente a distro de origem, que é o Debian. Parece até que não interfere em nada. Não achei nenhum espaço especial para o Linux Educacional na comunidade Ubuntu ou Kubuntu

Parece que a maioria das distros linux usadas pelos orgãos públicos (e até empresas privadas)  não se relacionam com a distro de origem.

Acho que isso que deveria se alterar. O Governo Federal  e outros órgãos públicos deveriam ajudar no desenvolvimento destes projetos de software livre na origem, deveria ajudar o LibreOffice (que é muito usado por milhares de órgãos públicos),  KDE e o Gnome e as distros que são mais usadas, que até o momento parece que é o Debian.

Todos eles são mantidos por fundações, ou seja, entidades sem fins econômicos. O LibreOffice é a The Document Foundation. O KDE é KDE e.V.. O Gnome é The GNOME Foundation e o Debian é o SPI-Software in the Public Interest, Inc ou Software no Interesse Público, Inc. Debian é um dos  vários projetos financiado e apoiado pela SPI, que é entidade sem fins econômico. Inclusive a marca "Debian" é do SPI.  No site do Debian diz que a distro é desenvolvida pelo Projeto Debian, que é uma associação de indivíduos que têm como causa comum criar um sistema operacional livre, com base no Contrato Social, que parece ser mais uma carta de princípios.

Por isso, a pergunta que fica: quantos órgãos públicos (os Governos Federal, Estadual, prefeituras, Universidade)  usam o Debian?. E quantos destes ajudam o projeto  Debian? Ainda não tenho essa resposta, mas suspeito que se houver, devem ser poucos.




  • Obs: Uma possível explicação para essa distância dos usuários do Linux Educacional em relação a comunidade do Kubuntu, pode ser porque os municípios e as escolas estariam mudando o sistema operacional linux (o L.E. 4.0, que vem instalados nos computadores que recebem do MEC/Proinfo) por outro O.S.

    Vi que no FAQ do MEC/Proinfo, tem uma pergunta sobre isso, dizendo que não é proibido trocar o S.O.:

    • Posso instalar outro sistema operacional nos computadores?

      O MEC não proíbe a troca do sistema operacional por outros livres ou proprietários. Porém no momento da solicitação do suporte técnico e uma possível reconfiguração do computador a empresa está autorizada a desinstalar qualquer sistema operacional, programas e arquivos existentes, entregando o computador com a configuração inicial. Por isso sugerimos que a escola realize backups e gravações periódicas do conteúdo armazenado nos microcomputadores.

    Só que o MEC dessa vez inovou e criou o PROINFODATA, que coleta de dados do projeto PROINFO/MEC de inclusão digital nas escolas públicas brasileiras: o LE. o UCA e outros.  Há um link de acesso também no site do UFPR/C3SL.

    O ProinfoData está em duas das 3 versões do  L.E. 4.0. As três versões são: Escola, Multiterminal e Particular. A diferença entre elas está que a "Escola" e a "Multiterminal" tem o  PROINFODATA, a versão "Particular" não tem.

    O  PROINFODATA,  na opção "Acompanhamento", pode ver o inventário das máquinas conectadas com LE ou UCA, parece que ainda está em implantação. Provavelmente, ele só vai contar as máquinas com o LE 4.0 com o ProinfoData. Se tiver outro sistema operacional instalado, sem o Proinfodata, não serão incluida na contagem. Isso pode ser uma boa forma de verificar se as prefeituras/escolas estão mantendo o LE 4.0 ou trocando por outro S.O.  
« Última modificação: 24 de Junho de 2012, 20:04 por MacXi » Registrado

Raul Liota da Rosa
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« Responder #19 : 25 de Junho de 2012, 06:43 »

MacXi,

Sobre ser permitida a troca do S.O pelas escolas estava lendo a um tempo atrás um tópico no fórum do LE e sim é permitido a troca, mas se  a escola trocar por S.O proprietário deve ter a licença do S.O, pois caso seja instalado um S.O ou qualquer software proprietário a escola pode tomar multa e até perder a concessão dos computadores doados pelo governo.
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« Responder #20 : 25 de Junho de 2012, 10:44 »

MacXi,
Sobre ser permitida a troca do S.O pelas escolas estava lendo a um tempo atrás um tópico no fórum do LE e sim é permitido a troca, mas se  a escola trocar por S.O proprietário deve ter a licença do S.O, pois caso seja instalado um S.O ou qualquer software proprietário a escola pode tomar multa e até perder a concessão dos computadores doados pelo governo.

Raul Liota da Rosa,

Sim, fica na responsa do Município dono da escola.

Uma outra dúvida minha é qual o retorno, a ajuda que as instituições pública, que usam o software livre, dão para o desenvolvimento do software livre.

Penso que uma forma do governo ou instituições publicas ajudar é contratar/pagar o salário de equipe desenvolvedores brasileiros que fiquem integrados com o desenvolvimento da Mageia, do KDE e do LibreOffice, que são três parte essenciais de uma distro educacional: o SO, o ambiente gráfico e a suite office. Parece que essa é uma forma comum, entre empresas "privadas"  de dar apoio para instituições tecnológicas sem fins econômicos, ou seja, pagar o salário de desenvolvedores. Não há doação direta de dinheiro.


  • O C3SL , com seus professores-pesquisadores e seus alunos já estão nesse mesmo caminho. Mas os professores tem cronograma acadêmico pesado e muitas outras tarefas e alunos são transitórios. Penso que uma equipe, 100% dedicada e permanente pode ajudar nessa parte mais técnica de desenvolvimento e relacionamento com os desenvolvedores internacionais. Sei que isso é ideal, e não tem dinheiro para isso, mas é uma ideia.

Outra curiosidade que achei na internet foi um texto de 2004, do MEC, com as justificativas da escolha do FEDORA para as máquinas desktops do MEC. O texto dá  uma idéia dos requisitos, dos critérios do MEC para adotar uma distribuição linux em desktop. Interessante que faz uma avaliação do Mandrake e da Conectiva.

O texto está linkado no site de software livre do Governo Federal:

  • Texto de 2004: MEC adoota Fedora em seus desktops
    Veja palestra com um sumário da análise feita sobre as características das diversas distribuições Linux, que embasou a escolha do sistema operacional Fedora pelo MEC

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« Responder #21 : 25 de Junho de 2012, 11:13 »

Bem, sobre isso eu não sei dizer, mas acredito que devem contribuir muito pouco, se é que contribuem.

Muito interessante a forma como o MEC escolheu o Fedora, acho que pra época e para o que eles queriam era a escolha certa.
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