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Autor Tópico: Mandriva aventura-se em território desconhecido e divide-se novamente  (Lida 4347 vezes)
MacXi
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« : 15 de Julho de 2012, 19:22 »

Pessoal,

Colo abaixo, duas notícias desta semana, que comenta a difícil decisão da Mandriva de basear seus produtos em dois formatos.

  • a) Os produtos de desktop baseado no Mandriva com pacotes no RPM5    (ver matéria do site Ostatic, de 28/06/2012, que comenta a declaração de Per Øyvind Karlsen que disse que Mandriva não vai abandonar RPM 5)

    b)  os produtos para servidor, na Mageia, com pacotes RPM




  • 12 Julho 2012 - Mandriva aventura-se em território desconhecido, texto escrito por Sam Varghese

    A decisão tomada pela Mandriva SA, a empresa francesa que produz o Mandriva distribuição GNU / Linux, para basear a sua estação de trabalho e produtos de servidor em duas bases de código diferentes é uma decisão pragmática, com base no estado das duas bases de código.

    Mas é também uma decisão política, porque ao decidir ter dois upstreams, ele está tentando humor aqueles que se separaram há quase dois anos e mantê-los dentro da barraca.

    Mandriva tem sido nas guerras por muitos anos. O turno mais recente de eventos viu a empresa que está sendo colocado à venda e, em seguida, depois de algum esforço, tentando desesperadamente mudar as coisas para que pudesse começar a puxar-se fora da falência.

    Ele fez um começo para resolver a confusão ao decidir entregar a responsabilidade de desenvolvimento para a comunidade.

    Mas esta decisão não aplacar os desenvolvedores que bifurcados a base de código em 2010 para criar uma distribuição chamada Mageia. Eles não teriam qualquer parte deste e disse isso.

    Como um meio de mantê-los envolvidos, Mandriva decidiu basear a sua distribuição do servidor na base de código Mageia. Isto, evidentemente, indica que ele é mais maduro e estável, não surpreendente dado que a maior parte dos programadores movido para fora juntamente com o garfo.

    A distribuição da estação de trabalho será baseada na base de código Mandriva de idade. Ao fazer isso, a empresa está admitindo que essa base de código é menos pronta para o horário nobre.

    Mandriva está também a tentar aplacar a comunidade Mageia, dizendo que planeja ajudar o projeto monetariamente.

    Uma fundação independente será criada para executar a distribuição Mandriva. Ao deixar a comunidade tem a responsabilidade, a empresa vai ter um monte de desenvolvimento feito por nada. Também será capaz de fornecer ajuda financeira para aqueles que precisam de ajuda.

    Uma coisa peculiar para as distribuições Linux é o fato de que os usuários querem se envolver. Às vezes, não é possível envolver estranhos, especialmente quando o produto está a ser criado por uma companhia. Isso tende a colocar fora de jogo de pessoas.

    Red Hat e SUSE resolveu este problema criando distribuições da comunidade, Fedora e openSUSE, respectivamente. Uma grande parte do desenvolvimento desses projetos depois alimenta de distribuição da empresa, o produto da empresa so-called. Em contrapartida, os usuários têm uma sensação de envolvimento. Eles também receberão uma distribuição que é mais sangria de ponta do que qualquer empresa de distribuição criado seria.

    Os usuários do Linux sempre quis desfrutar de uma relação simbiótica com a distribuição de escolha, e tanto a Red Hat e SUSE ter feito a coisa certa.

    Mas nem a empresa jamais tentou nada tão ambicioso como a manutenção de dois projetos de upstream. Claro, nem a empresa estava na posição que o Mandriva se encontrava.

    A empresa francesa fez uma escolha que terá em canais interessantes, se nada mais.



  • 09 de julho de 2012 - Mandriva divide-se mais uma vez, escrito por  Brian Proffitt

    Vendedor usará dois upstreams para o servidor, produtos OEM
    Como Mandriva SA planeja seu futuro roteiro, a empresa estará dando um passo único e arrojado com as suas ofertas comerciais: usando e participando de dois upstreams separadas para suas linhas de produtos.

    Segundo o CEO da Croset Jean-Manual e Diretor de Comunidade Charles Schulz, os produtos de servidor da Mandriva vai basear-se na distribuição de Linux Mageia , enquanto área de trabalho e produtos OEM será baseado no histórico distro Linux Mandriva.

    Esse movimento fará Mandriva o primeiro fornecedor comercial sério Linux para tentar basear as suas ofertas em duas bases de código distintas. Parallels pode ser feita para Fedora e Red Hat Enterprise Linux ou SUSE Linux e SUSE Linux Enterprise Server, ou curso, mas em última análise, esses produtos são baseadas nas mesmas bases de código, respectivamente. O Mandriva está propondo é mais complicada.

    Croset e Schulz revelou a nova estratégia em um webcast on-line hoje hospedado pela Open Source Initiative Presidente Simon Phipps , que (como eu) queria saber se este plano não pode ser muito complicado. Existem diferenças significativas entre as duas distribuições, não menos do que é gerenciamento de pacotes. Então, por que o incômodo adicionado?

    "Nossa distribuição Mandriva é muito inovador e jovem demais para as nossas ofertas de servidores", explicou Croset "Mageia é mais maduro" e, portanto, mais adequado para a empresa.

    Durante a conversa de 25 minutos, Phipps pressionado os dois executivos da Mandriva em relação acidentado da empresa com a comunidade. Croset admitiu que as coisas têm de ficar melhor e estendeu a mão diretamente para a comunidade com seus arrependimentos.

    "Eu gostaria de pedir desculpas por erros que têm sido feitos no passado", disse Croset.

    É compromisso da Mandriva SA, para a comunidade, explicaram eles, que os levou a iniciar o processo de criação de uma nova fundação independente para apoiar a Mandriva e até mesmo alterar o nome da distribuição .

    Usando dois projetos separados do montante é uma forma ambiciosa de lidar com suas linhas de produtos, e um tanto irônico, dado que o Mandriva se é a hibridização de duas distribuições distintas longo ido: Conectiva Linux e Mandrake Linux. Mandriva SA será mais uma vez trabalhando com duas distribuições na mesma casa, ao que parece.

    Croset está confiante que sua equipe pode fazer este trabalho.

    "Vamos ter dois upstreams e o melhor de dois mundos", disse ele.

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nosXw
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« Responder #1 : 15 de Julho de 2012, 21:54 »

Outro tiro no pé.
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Denis Ferraz
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« Responder #2 : 15 de Julho de 2012, 22:36 »

Boa Noite a Todos!

Meus Caros;

Um desabafo curto e grosso: Se tenho, ainda, esperanças com a Mandriva SA é porque devo ser um verdadeiro FanBoy da distro!


Devo libertar-me desta constatação: deixar de ser cego, surdo e mudo para a realidade que me é apresentada!



Fiquem com Deus e obrigado!
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MacXi
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« Responder #3 : 16 de Julho de 2012, 00:14 »

Não acho que seja para tanto. A Mandriva está procurando os seu caminho. Está contratando e fazendo planos, criando uma Fundação e se aproximando da comunidade. São todas notícias boas.

Ainda penso que uma forma boa de funcionamento do software livre, é o modelo de desenvolvimento colaborativo que reduz custos e acelera o desenvolvimento da distro, por isso, o quanto mais compatível uma distro com outras distros melhor. Por isso o Debian se mantém em pé, tem muitas distros derivadas e sugerindo inovações.

Em relação a Mageia 1, a Mandriva 2011 inovou (ver a comparação q o Eugeni Dodonov fez aqui e aqui). Mas a Mageia 2 já adotou algumas mudanças como o systemd e o dracut que já havia sido adotado pelo Mandriva 2011,  se tornando um pouco mais parecida com o Mandriva 2011.

Acho que a diferença maior que permanece é que a Mandriva adotou o rpm5 e a Mageia 2 não, continua com o rpm padrão (adotado pela redhat e opensuse).

Torço para que a Mandriva encontre o melhor caminho e espero que seja trocando apoio com a Mageia,  para que ambas as distros se fortaleçam.

Quem sabe até no futuro, a Mandriva (que já decidiu que vai se manter com o RPM5, nos produtos desktop) use sua influência para realizar o milagre de unificar as duas versões de RPM (a RPM4+RPM5), não se se isso é possível. Falo isso porque imagino que o linux ter dois formatos de pacotes, o DEB e o RPM, já é complicado, mas ter 3 formatos complica ainda mais.
« Última modificação: 16 de Julho de 2012, 00:19 por MacXi » Registrado

atf
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« Responder #4 : 16 de Julho de 2012, 10:15 »

Citar
... falta de gerência, falta de liderança e falta de comando.

Quando eu ainda estava na ativa, certa vez o chefe do O&M me disse o seguinte: se você não quer evoluir, crie um grupo de trabalho para planejar a evolução.

Depois de dois meses discutindo o nome da fundação, acabaram de criar dois grupos de trabalho.

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Peter Parker
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« Responder #5 : 16 de Julho de 2012, 10:19 »

Para nós, usuários desktop ou até mesmo servidores, não faz muita diferença, não usamos a versão enterprise mesmo...
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« Responder #6 : 16 de Julho de 2012, 12:29 »

O problema é que a Mageia já provou ser mais estável e confiável do que a Mandriva 2011. Eu mesmo tive que trocar a versão 2011 pela Mageia 2 porque a Mandriva travou (o sistema carregava, mas não fazia nada; não rodava nenhum programa). E aí, se a Mageia é mais confiável, como reconhecido até pela própria Mandriva, por que deveríamos voltar para a empresa mãe? Parece que o maior inimigo da Mandriva é ela própria. Eu continuo torcendo e esperando a versão 2012 da Mandriva; mas que seja decente, como foi a 2010 à época do lançamento, e não um fiasco como foi a 2011. Abraço a todos.
« Última modificação: 17 de Julho de 2012, 10:26 por harback » Registrado
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« Responder #7 : 16 de Julho de 2012, 15:53 »

Pra mim o 2011 tá perfeitinho, não trocaria pelo Mageia.
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« Responder #8 : 16 de Julho de 2012, 20:56 »

Tô usando ja faz algum tempo o Mandriva 2011 e não tenho por que reclamar, se tivesse que trocar de distro, trocaria pelo Fedora ou Suse. 
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Antonio Rosa
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« Responder #9 : 17 de Julho de 2012, 09:21 »

Aqui uso o 2011 desde o lançamento e seria injusto se reclamasse de alguma coisa, pois aqui no escritório funciona com perfeição. sou muito satisfeito..
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Raul Liota da Rosa
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« Responder #10 : 17 de Julho de 2012, 09:51 »

Cheguei a testar o Megeia 2 e mesmo assim ainda prefiro o Mandriva 2011, pra mim ele é muito melhor. Só não estou utilizando ele no notebook da empresa por causa de uma problema com o Evolution que não consegui resolver e nem no Mageia funcionou, estou agora utilizando o openSUSE 12.1 e que está muito bom.
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« Responder #11 : 17 de Julho de 2012, 10:37 »

Eu estava utilizando Mandriva 2011 e estava satisfeito, mas ele apresentou alguns problemas e quando fui tentar instalar a versão 2012 (Bernie Lomas), acabei detonando o sistema. Como não tinha mídia à mão com Mdv 2011 gravado (uso netbook e não consigo mais de jeito nenhum fazer um pendrive "bootável"), instalei o Mageia 2. Estou satisfeito com ele; não senti muita diferença em relação ao Mandriva 2011. Resolvi esperar a próxima versão do Mandriva para voltar à ele, pois assim eu fico conhecendo Mandriva e Mageia, ao mesmo tempo (já que instalei Mandriva em outras máquinas das minhas filhas e de amigos).
Mas o que eu acho um erro é a Mandriva ficar divulgando que "não sabe se casa ou compra uma bicicleta". Demonstra que está mais perdida do que cego em tiroteio. Esse é um assunto interno e sua divulgação só passa para a comunidade que há um grande problema de tomada de decisão dentro da empresa. Isso acontece com todos, mas não sua divulgação. Como disse o nosXw: "outro tiro no pé"".
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MacXi
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« Responder #12 : 17 de Julho de 2012, 12:52 »

Decisão difícil - Para mim a decisão mais complicada que a direção da Mandriva tomou foi mudar o sistema de gerenciamento de pacotes denominado de RPM5.

As outras foram mudanças que a Mandriva fez foram boas, e a Mageia reconhece e está adotando também, como o systemd e o dracut.

Trabalhão - Pelo que eu entendi, adotar o rpm5 parece que deu um trabalhão para os empregados da Mandriva/Conectiva/Rosa para dar estabilidade para o sistema e ainda fez o sistema de pacotes da Mandriva se isolar, criando incompatibilidades com o sistema de pacotes da redhat e opensuse, mageia etc.

Possiveis qualidades no futuro - Pode ser até que o rmp5 tenha qualidades. Segundo o site:

  • O RPM 5 representa um marco importante para o RPM anterior que era Linux-cêntrico. Agora, finalmente, o RPM evoluiu para ser totalmente multi-plataforma e ferramenta de empacotamento de software reutilizável.

Mas na minha opinão, foi uma decisão muito arrojada da Mandriva. O ideal seria que a longo prazo a Mandriva fosse buscando uma evolução do RPM oficial, adotado pela redhat e opensuse e mageia.  Ou então que a Mandriva usasse o RPM5 apenas para  testes gradativos, para uma futura versão. Como adotou de uma virada só, agora está tendo que usar o Mageia para servidores, porque provavelmente o rmp5 ainda não está tão maduro, tão estável.

RPM oficial - O sistema de pacotes RPM oficial ( http://www.rpm.org/ ) é mantido pela RedHat e é adotado pela distros como a Red Hat Enterprise Linux, Fedora Project, SUSE Linux Enterprise, openSUSE, CentOS, Meego, Mageia e muitos outros. O RPM oficial atualmente está na versão RPM 4.9.1.3 (última - visto em 17/7/2012)

RPM5 é Fork do RPM oficial - é chamado de RPM5 ( http://rpm5.org/ ) e a ultima versão é a RPM 5.3.6 (última - visto em 17/7/2012) . Mas acho que não deveria dar esse número. Segundo a wikipedia, atualmente poucas distros usam: Unity Linux, Wind River Linux e Linux Caos, e também pelo projeto OpenPKG. A Mandriva passou a usar a partir de 2011 e a  Ark Linux planeja usar na sua próxima versão (mas não achei nada na internet sobre essa distro Ark Linux, provavelmente foi descontinuada). Portanto, parece que de distro grande, só a Mandriva usa o fork "RPM5".

Confusão na numeração do Fork - Tem muita informação da wikipedia sobre RPM linux em português mas é na wikipedia em  RPM linux em inglês que diz que o sitema de pacotes RPM é mantido pela empresa RedHat e em 2010 um ex-empregado da RedHat, Jeff Johnson,  fez um Fork que chamou de RPM5. Ou seja, é como se a Mageia decidisse fazer um fork da Mandriva e colocasse o nome Mandriva 2012. Ou seja, ele fez um fork e usou continuação da numeração da versão ofical, criando confusão na nomenclatura.

No fórum Hardware, Marcos FRM comentou em 2011, sobre essa situação confusa:

  • 04-05-2011 - Quando li a notícia "Jeff Johnson About to Fork rpm - Again" no OSNews fiquei boiando. Contudo, Adam Williamson e Rahul Sundaram, da Red Hat, esclareceram nos comentários:

    http://www.osnews.com/thread?471584
    http://www.osnews.com/thread?471614

    Jeff Johnson criou o formato RPM trabalhando na Red Hat. Posteriormente, se desentendeu com a empresa sobre o projeto e criou o fork rpm5.org. A maioria das distribuições RPM-based -- RHEL, Fedora, (open)SUSE e Mandriva -- continuou usando o código original (rpm.org). Porém, depois do racha na Mandriva, o antigo responsável pelo pacote RPM da distro (e também um desenvolvedor do RPM em si), migrou para o Mageia. O desenvolvedor que assumiu o posto na Mandriva, Per Oyvind, é um entusiasta do rpm5.org e migrou a distrubuiçõa para o fork. O Mageia continua usando o RPM original.

    O problema começou com uma série de commits que Per Oyvind fez ao rpm5.org, que desagradaram Jeff Johnson, que aparenta ser muito mal educado. E nisso começaram as flame wars, com Jeff Johnson falando em criar um fork do fork, o rpm6.org...

    Fedora, openSUSE e Mageia estão de fora da briga, pois continuam com o rpm.org, até hoje mantido pela Red Hat.

Esperança - Por isso ainda espero que a Mandriva considere voltar para o RPM oficial ou mobilizar esforços com a RedHat para unificar o desenvolvimento das duas versões do RPM, fazendo a versão oficial adotar algumas melhorias do fork  RPM5. Unificar esses dois pacotes seria uma excelente notícia para o mundo linux, principalmente se isso resultar em melhoria no gerenciamento de pacotes.

  • Obs: se procura RPM no site http://pkgs.org/search/ dá para ver as versões que cada um está usando:

    • Mandriva 2010    - rpm-4.6.0-14mnb2.i586.rpm - The RPM package management system (rpm oficial)
      Mandriva 2011    - rpm-5.3.12-0.20110712.2-mdv2011.0.i586.rpm - The RPM package management system (rpm5 fork)
      Mandriva Cooker - rpm-5.4.9-6-mdv2012.0.i586.rpm - The RPM package management system (rpm5 fork)


    • Mageia 1           - rpm-4.8.1-10.2.mga1.i586.rpm - The RPM package management system
      Mageia 2           - rpm-4.9.1.3-2.mga2.i586.rpm - The RPM package management system
      Mageia Cauldron - rpm-4.10.0-4.mga3.i586.rpm - The RPM package management system

    • Fedora 17       - rpm-4.9.1.3-6.fc17.i686.rpm - The RPM package management system
      OpenSUSE 12.1    - rpm-4.9.1.2-1.5.i586.rpm - The RPM Package Manager
      CentOS 6 (RHEL 6) - rpm-4.8.0-27.el6.i686.rpm - The RPM package management system

    • Outras distro que usam pacotes deb mas tem pacotes rpm em seus repositórios:
      Debian Wheezy   - rpm_4.10.0-4_i386.deb - package manager for RPM
      Ubuntu 12.04     - rpm_4.9.1.1-1build1_i386.deb - package manager for RPM
      Slackware 13.37 - rpm-4.8.1-i486-1.txz - rpm (RPM package format tool)
« Última modificação: 17 de Julho de 2012, 14:06 por MacXi » Registrado

Denis Ferraz
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« Responder #13 : 17 de Julho de 2012, 14:32 »

Boa Tarde a Todos!

Caro MacXi;


Por que a Mandriva quer, então, criar uma Fundação (isso é um imbróglio, para mim)?
A Fundação é quem vai manter e desenvolver pacotes .rpm5?
Por que o Debian e o Ubuntu têm pacotes .rpm?



Fique com Deus e obrigado.
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MacXi
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« Responder #14 : 17 de Julho de 2012, 16:01 »

Boa Tarde a Todos!
Caro MacXi;
Por que a Mandriva quer, então, criar uma Fundação (isso é um imbróglio, para mim)?
A Fundação é quem vai manter e desenvolver pacotes .rpm5?
Por que o Debian e o Ubuntu têm pacotes .rpm?
Fique com Deus e obrigado.

Denis Ferraz,

Fundação é boa -  Pelo que entendi, a criação da Fundação Mandriva  é uma idéia boa. Parece que o Per Oyvind, empregado da Mandriva, defende esta idéia e convenceu os Russos do NDI/Rosa etc de que é uma boa saida e convenceu também o investidor frances da mandriva, que estava resistente a ideia (ver aqui).

  • Notícia: A Rússia descobriu uma maneira de salvar Mandriva - (30/abril/12)
    Fundo NGI ex-ministro das Comunicações, Leonid Reiman encontrou uma maneira de corrigir a situação da distribuição Mandriva. O Fundo inicia a criação de uma organização sem fins lucrativos gestão da marca, que deve retornar aos desenvolvedores Mandriva que se separaram de sua distribuição - Mageia.
    (...)
    O funcionário disse CNews, gestão proposto a idéia de transferir distro Mandriva marca organização sem fins lucrativos. Com a nova organização vai tentar reconquistar a comunidade de desenvolvimento Mandriva, muitos dos quais estão agora trabalhando em Mageia. Fonte do conselho de administração reafirmou Mandriva CNews, que o assunto é discutido. Mas, para transferir a marca fundação NGI terá que obter o apoio do segundo maior acionista Mandriva - Francês fundo de Occam (possui ações de uma empresa Mandriva LinLux), que gerencia os ativos do Bank of Bryan Garnier.


A criação de uma fundação Mandriva parece que objetiva reduzir custos, trabalhando com a comunidade, com o modelo de desenvolvimento colaborativo do software livre.

Cros-distro - RPM padrão - Ocorre que grande parte da comunidade de desenvolvedores que estava na Mandriva, agora está trabalhando para a Mageia, em um modelo colaborativo aberto, sem interferência de qualquer empresa. Isso faz com que muitos desenvolvedores de varias distros (Fedora, Ubuntu, Debian, Suse, Mageia etc) troquem "figurinhas" entre as distros como aconteceu na Reunião Cross-distro AppInstaller de 2011, em Nürnberg, na Alemanha e que a Mandriva não participou.

Fork RPM5 - Agora com a Mandriva usando RPM5, tem que ter uma equipe muito própria para manter os pacotes. Será que as comunidades de usuários Mandriva espalhadas pelo mundo vão conseguir ajudar a manter os pacotes em RPM5 ou vão migrar para outra distro que use o RPM padrão? Mesmo que não seja para usar a Mageia, usar pacote no"RPM padrão" parece dar mais opções de usar em várias distros, sem muita modificação, as vezes sem nenhuma modificação.

Por isso, acho que a criação da Fundação está sendo apresentada para fazer aproximação da Mandriva com a comunidade. Mas qual comunidade?  Certamente que é principalmente com a Mageia. Isso foi mencionado em várias entrevistas dadas pelo pessoal da Mandriva, inclusive na materia acima:

  • Mandriva está também a tentar acalmar a comunidade Mageia, dizendo que planeja ajudar o projeto monetariamente.

Assembleia Mageia em fev/ 2012 - O próprio  Per Oyvind, empregado da Mandriva,  participou de uma Assembleia da Mageia em 04/fev/2012 (ver Blog Mageia) e convidou o pessoal da Mageia para participar, segundo o blog Mageia, Per Øyvind explicou-nos que ele estava falando com Rosalab sobre ter uma organização guarda-chuva, com a promessa de ajudar a tal fundação com dinheiro.

Isso é uma boa proposta, o pessoal da Mageia acha bom. A Mageia precisa de ajuda, mas sem interferência da Mandriva. A Mageia vai continuar decidindo o que fazer, e uma das decisões da Mageia  é continuar com RPM padrão. Se a Mandriva quiser usar o código da Mageia que foi desenvolvido neste último anos, ela pode, é software livre.

Por isso, acho que a proposta da Fundação é trabalhar com a comunidade para economizar. Mas a principal comunidade, que é a Mageia, usa RPM padrão. Criar uma fundação para trabalhar com dois sistemas de pacotes não deve ser barato.

Reduzir custos - Baratear custos é usar o trabalho já feito pela Mageia e apoiar (até financeiramente) para a Mageia continuar desenvolvendo o código para a Mandriva a baixo custo. E a Mandriva usa este código com bem quiser, incrementando, modificando e fazendo o Power Pack etc.

Mas a Mandriva diz que Mageia é para os produtos para servidor, para empresa, ou seja, não é para trabalhar com a comunidade, não é para desktop.

Barater custos com Desktop RPM5?  - A Fundação Mandriva é para trabalhar com a comunidade, que vai gerenciar livremente o desenvolvimento da distro, mas que distro?  A com RPM5? Quem mais vai participar? Só o fato da Mandriva usar o "fork  RPM5" já deve atrapalhar a Fundação Mandriva de trocar ideias  com as principais distros que usam o "RPM padrão":  a Mageia, Fedora, OpenSuse, RedHat, etc.  Qual comunidade que já existe poderá então se agregar e participar da Fundação Mandriva? A do Unity Linux?

Dilema - Por isso me parece que há um dilema: A criação da Fundação Mandriva é para trabalhar com a comunidade. Parte importante da comunidade de usuários e desenvolvedores está na Mageia, que usa "RPM padrão". A Mageia quer receber ajuda, mas não vai mudar de "padrão RPM". Mas a fundação Mandriva vai trabalhar com a comunidade, para fazer distro Desktop para usuário final,  que atualmente usa pacotes com o "fork RPM5".  

Afinal a Fundação Mandriva, criada para reduzir custo, vai gerir duas distros diferentes, uma em RPM padrão e outra em RPM5? E isso é um contrasendo, pois não é uma solução barata.

Talvez os atuais desenvolvedores da Mandriva não queiram abandonar o trabalho gigante feito no Mandriva 2011 (mudando todos os pacotes para o formato do fork RPM5). Mas vão tem que fazer o que é mais viável, eles tem que tomar a melhor decisão para que os russos, que estão dando dinheiro para a mandriva continuar, continuem investindo.

Na minha opinião, o mais viável é trabalhar colaborativamente com a Mageia em tudo, deixando o que foi feito com RPM5 para o passado, isso vai economizar custos da Mandriva e pode ajudar a Mageia.

União faz a força - Obviamente que isso não significa que a Mandriva tenha que ter uma distro derivada da Mageia, que vá depender da Mageia, mas a Mandriva pode fazer um outro fork a partir da Mageia e desenvolver uma distro própria com o máximo ferramentas comuns, justamente para reduzir custos e viabilizar a continuidade das duas, da Mandriva e da Mageia. A Fundação Mandriva pode ajudar nesse processo de forma colaborativa.

Porque isso é bom para a Mandriva? Porque acho que a Mageia é o único meio da Mandriva reduzir custos a curto prazo. Se tivesse dinheiro sobrando, a Mandriva não precisaria da Mageia.

  • Obs: não sei porque o Debian/Ubuntu tem pacotes rpm, talvez para manter alguma forma de compatibilidade
« Última modificação: 17 de Julho de 2012, 16:36 por MacXi » Registrado

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